Como é possível que nenhuma grande religião tenha olhado para a ciência e concluído: ‘Isso é melhor do que pensávamos! O Universo é muito maior do que nossos profetas pregaram, mais grandioso, mais gracioso e mais elegante. Deus deve ser até mesmo maior do que sonhamos’? Em vez disso, elas dizem ‘Não, não, não! Meu deus é um deus pequeno.’ – Carl Sagan
Acho tolice dizer que Deus existe. Mas talvez seja uma tolice ainda maior dizer o contrário.
Se existe, certamente não é da forma que nós, microorganismos neste vasto universo, pensamos. Se não existe, não vai fazer diferença nenhuma mesmo.
Carl Sagan foi um cientista único nessa questão de ciência contra a religião. Uma de suas frases que mais me marcou, além daquela lá de cima, foi: “O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente.”
Se não tivesse sentido, o universo não teria passado por tantos estágios diferentes. Para limitar-se ao nosso Planeta... já foi nada, depois gases, rochas, bola de fogo, bola de neve e um tanto de outras coisas antes de abrigar a vida. Se não tivesse vida, que diferença faria para o universo? Talvez, alguma. Muito provavelmente, nenhuma. A diferença da vida só faz diferença para quem está vivo, tendo em vista que vida é a consciência de se estar vivo. “Penso, logo existo”, como diria Descartes.
Então, para citar Sagan novamente, “a vida é apenas uma visão momentânea das maravilhas deste assombroso universo, e é triste que tantos se desgastem sonhando com fantasias espirituais.”
Mas de que adianta falar sobre tudo isso? Quem acredita, encontrará milhões de motivos para acreditar. Quem não acredita, outros milhões.
Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar – Carl Sagan.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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